Museus e Centros de Ciências

Museus e centros de ciências, de acordo com a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), são consideradas instituições que servem permanentemente à sociedade e a seu desenvolvimento, abertas ao público, que adquirem, conservam, pesquisam, comunicam e exibem com propósitos de estudo, educação e deleite, evidências materiais dos povos e de seu ambiente, acervos tangíveis e intangíveis.

 

São considerados museus distintas organizações, tais como monumentos e sítios arqueológicos, hortos e jardins botânicos, zoológicos, aquários, viveiros, planetários, galerias, centros culturais e centros de ciências. Apesar de tão diferentes entre si, os museus reúnem instituições que se dedicam em resgatar e proteger a história e a cultura da humanidade, preocupadas com a educação e divulgação científica. Esta definição foi elaborada pelo ICOM (International Council of Museums), organização internacional de interesse público, criada em 1946 por profissionais ligados à museologia, que representa uma comunidade em mais de 136 países.

O termo museu vem do latim "museum" que tem origem do grego "mouseion", que na antiga Grécia era utilizado para denominar os templos ou santuários das musas. Segunda a mitologia grega seriam nove musas que presidiam as chamadas artes liberais: história, música, comédia, tragédia, dança, elegia, poesia lírica, astronomia e a poesia épica e a eloquência. Museus para os gregos eram, sobretudo, espaços de inspiração e o termo estava mais ligado à atmosfera do local do que às suas características físicas. A proposta previa o diálogo entre as ciências nascentes (como a astronomia e a história) e as artes. Os saberes historicamente construídos e a criatividade artística deveriam encontrar-se em um mesmo espaço para inspirar novos pensadores.

O termo museu entrou em desuso até o século XVIII, quando os primeiros museus e centros de ciência foram criados. Diferente da concepção grega de museus como espaço de diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, os museus do século XVIII nascem com fins essencialmente utilitários, derivados dos antigos “Gabinetes de Curiosidade” europeus. Os museus passam a ser fomentados devido à crescente preocupação com a apresentação do desenvolvimento da Ciência para o público e para divulgar a pujança econômica e cultural das grandes potências da época (Inglaterra e França, principalmente).

A partir do século XX, o perfil de museu descrito acima passa a ser criticado. Um novo foco para a receber atenção, o educacional. O caráter educativo destas instituições foi constituindo-se, acompanhando as discussões críticas a respeito das ciências e sua popularização. Estes espaços assumem novas características, não somente de coleções e pesquisa, mas também de entretenimento, de difusão e ensino de ciências e seus princípios. Os aspectos educacionais e de divulgação científica passam a ocupar o centro da atenção destas instituições.

Atualmente é um consenso a importância destes espaços na educação científica da população em geral.  Destacam-se atualmente o papel dos museus e centros de ciências como locais que podem estimular fóruns de debates para discussões sobre temas sociocientíficos, contribuindo no processo de compreensão e participação pública. Estudos também demonstram que atividades em espaços não escolares, em especial museus e centros de ciências, podem facilitar e contribuir no processo de ensino e aprendizagem das ciências. Estas instituições podem ser motivadoras, possibilitar interações sociais ricas e tratar de conteúdos observados e não observados na escola, resultando em um processo de enriquecimento social e cultural do seu público visitante.

Acompanhando as discussões envolvendo a importância do papel educativo destas instituições, em 2015, nasce o Museu do Café de Piratininga. Fundado por profissionais de diversas áreas, o Museu do Café conta com uma série de roteiros dedicados a apoiar as instituições escolares e no receptivo de grupos interessados em conhecer sua proposta.

Museu do Café de Piratininga/SP | Gálata